terça-feira, 23 de novembro de 2010

Do Luto à Luta

03/11/10

A professora Luciane propôs para a aula desse dia que assistíssemos ao documentário:  Do Luto à Luta. Este filme tem como tema a Síndrome de Down, que é uma condição genética caracterizada pela presença de três cópias do cromossomo 21, sendo também conhecida como Trissomia do cromossoma 21. Essa condição leva o portador a apresentar uma série de características específicas muitas das quais fazem com que o acompanhamento nutricional auxilie na qualidade de vida do portador.


 

O documentário, que  foi dirigido por Evaldo Mocarzel,
 é o primeiro a falar sobre o tema. Evaldo tem uma filha que portadora da síndrome.





O que se vê no filme são relatos de pais e mães sobre como foi a reação deles quando souberam do diagnóstico de seus filhos, sobre as expetivas a respeito da doença, etc. Uma vez que muitos não sabiam nada sobre ela. As falas são diretas, sinceras e sem um pingo de hipocrizia. Mas ao mesmo tempo de uma sensibilidade enorme. 

O que me chamou atenção durante o filme é a dedicação e o amor desses pais, da necessidade de inclusão das crianças portadoras dessa síndrome, da forma carinhosa com elas se relacionam, entre outras coisas. Enfim, que é necessário se despir de preconceitos. O que é uma difícil tarefa para uma sociedade preconceituosa.















Eis o filme, divido em 8 partes:

PARTE 1:

PARTE 2:

PARTE 3:

PARTE 4:

PARTE 5:

PARTE 6:

PARTE 7:

PARTE 8:

Feita a análise do filme e das características dessas crianças, como então deve ser a intervenção nutricional? 

 Procurei na literatura aspectos fisiológicos que essa patologia possui. Geralmente a síndrome de Down está associada a algumas dificuldades de habilidade cognitiva e desenvolvimento físico.

As características que merecem a atenção do nutricionista e por isso devem ser consideradas ao se prescrever uma dieta ou orientar sua alimentação são: a hipotonia, a taxa de crescimento reduzida, o metabolismo mais lento, a incidência de problemas cardíacos, hipotireoidismo, vulnerabilidade à infecções e a obstipação, entre outras.
A incorporação de bons hábitos alimentares deve ser gradual e contínua, daí a importância do nutricionista no processo.

A educação nutricional, deve se guiar através de atividades próprias para a idade. É extremamente importante que as crianças aprendam a se alimentar. Já que as características acima mencionadas, se não controladas podem levar a situações de co-morbidade (sobrepeso e obesidade e suas complicações, constipação, etc)  No adulto, da mesma forma, através de uma nutrição adequada evitam-se problemas futuros, além de transmitir  tranquilidade para a família.



Refletindo sobre tudo o que foi visto e lido, vou me valer de um comentário feito pela Professora Denise Rizzo, que achei perfeito não só para esse momento, mas para a forma como devemos tratar os pacientes em geral.

A fala dela dizia que devemos sempre nos lembrar de que estamos tratando e lidando com uma pessoa. E não com um número de prontuário ou apenas com uma criança que passou por nós durante algum estágio. "Olhar para o outro com sensibilidade".
Esse é o diferencial...


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